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ANTARES NA MOSTRA ARTEFACTO: MATURIDADE E PRESENÇA.

Atualizado: 29 de jul.

Em quatro ambientes assinados por Joia Bergamo, Luciana Almeida, Shirlei Dias e Débora Valente, iluminação, som e os acabamentos Roehn entram no projeto pela porta do desenho, não da técnica.


Há um ponto na trajetória de uma marca em que o passar do tempo deixa de ser número e passa a ser linguagem. Cinquenta anos da Artefacto. Mais de trinta da Antares. A coincidência não é apenas cronológica, é também estética. Maturidade, palavra que rege a Mostra Artefacto 2026, é também a que melhor descreve o que a presença sensorial deve fazer dentro de um ambiente de alto padrão, existir sem se anunciar, entregar sem se justificar.


Nos projetos de Joia Bergamo, Luciana Almeida, Shirlei Dias e Débora Valente, a Antares aparece em diferentes camadas, desde a iluminação até na presença precisa de uma trilha sonora. Essa variação não é um detalhe operacional, é a tradução exata de como um bom projeto deve incorporar a marca, na medida em que o desenho pede, nunca além.


O controle como objeto


Antes de falar dos ambientes, vale uma observação sobre os acabamentos. Em três dos quatro projetos, os keypads e tomadas Roehn assumem uma função que ultrapassa a técnica, tornando-se peças de design dentro do ambiente. Em projetos de luxo, o keypad é tão presente quanto uma maçaneta e merece o mesmo nível de cuidado na especificação. A Roehn entrega isso com precisão, com acabamentos minimais, materiais nobres e uma integração sem ruído visual.



Luciana Almeida, o refúgio sob controle


Mostra Artefacto 2026

 


Com mais de duas décadas de trajetória, Luciana Almeida apresenta um espaço de 54 m² que traduz maturidade como escolha consciente. As estantes Maurice estruturam a composição, enquanto a poltrona Calix e o sofá Papillon ancoram a permanência. É um refúgio contemporâneo, e refúgios pedem precisão tanto no que se vê quanto no que se opera.


Mostra Artefacto 2026

Aqui, a Antares assina a iluminação do ambiente, com keypads e tomadas Roehn integrando os comandos ao desenho da arquiteta. Quando o controle é discreto e o resultado é preciso, o ambiente segue como protagonista, o sistema apenas o sustenta.



Shirlei Dias, a madeira, a luz e o som



Mostra Artefacto 2026

À frente da SA Arquitetos Associados, Shirlei Dias trabalha a relação entre tempo e memória em um living com jantar de 57 m². A madeira percorre paredes e teto, criando uma continuidade material que organiza o espaço. Poltrona Pollux, módulo Escape, balanço Grano.



Mostra Artefacto 2026

Este é o ambiente em que a Antares está mais presente, com iluminação, som, keypads e tomadas Roehn. Madeira e som compartilham uma qualidade rara, ambos respondem ao tempo ganhando profundidade.



Mostra Artefacto 2026


Em um espaço com essa densidade material, o sistema de áudio precisa compreender a acústica natural antes de se impor, e foi exatamente isso que se fez aqui. A reprodução dialoga com a madeira, não a contraria. Os acabamentos Roehn se integram à paleta com discrição. O resultado é uma sala que soa, ilumina e responde como deveria, quente, próxima e sem aspereza.



Joia Bergamo, entre asas e raízes


Mostra Artefacto 2026

"Entre asas e raízes" é o nome do ambiente assinado por Joia Bergamo, cujo escritório acumula mais de três décadas de trajetória. Um living de 62 m² integrado ao jantar, com paleta em tons naturais e verdes, boiserie em madeira, pedras e superfícies monocromáticas. Um elemento em vidro soprado conduz a iluminação. Módulo Baco, poltronas Nyx, mesa Halston.


Mostra Artefacto 2026

Aqui, a Antares assina exclusivamente o sistema de som, e é justamente essa contenção que merece atenção. Ambientes de alta densidade sensorial pedem que cada camada compreenda o seu papel.


Mostra Artefacto 2026

A trilha sonora não adiciona volume ao conjunto, mas oferece uma reprodução de referência que valoriza vozes e instrumentos acústicos, território onde esse tipo de projeto encontra sua expressão mais natural. Quando tudo está em proporção, o sistema desaparece e o que se percebe é a casa.



Débora Valente, três programas, uma orquestração


Mostra Artefacto 2026


No projeto de 68 m² de Débora Valente, um living integrado a quarto e home office, o desafio é programático antes de ser estético. Três usos, um único espaço. Mármore, madeira e tecidos compõem a base. Mesa de jantar Lena, poltrona Poline, puffs Dorset.



Mostra Artefacto 2026

Ambientes integrados exigem mais do sistema, não menos. Trabalhar pela manhã, descansar à tarde e receber à noite, cada momento pede uma iluminação e uma acústica específicas, sem exigir intervenções visíveis.



Mostra Artefacto 2026


A Antares entra com iluminação, sistema de áudio e keypads Roehn que permitem que o ambiente se transforme sem esforço. A luz acompanha o tempo, o som acompanha o uso, e o controle desaparece no acabamento.



O que esses quatro ambientes têm em comum?


Maturidade no morar é a capacidade de editar, de saber o que retirar e reconhecer que cada elemento, o mobiliário, a iluminação, a paleta, o som, o próprio interruptor na parede, só funciona quando ocupa exatamente o espaço que lhe cabe, nem mais, nem menos.


Nos quatro ambientes em que a Antares está presente nesta Mostra, o sistema entra pela porta certa, a do desenho, não a da técnica. Em alguns, como solução de iluminação e som, em outros, apenas como camada sonora. A medida exata em cada projeto é o que diferencia uma presença sensorial bem resolvida de uma imposição tecnológica.


A melhor tecnologia é aquela que não precisa ser explicada. O melhor sistema é o que se confunde com a própria arquitetura. No fim, maturidade é isso.


A Mostra Artefacto 2026 pode ser visitada na loja Artefacto. A Antares recebe visitas guiadas na Casa Antares, no Shopping D&D.



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